Em polêmicos depoimentos após o catastrófico terremoto que assolou o Haiti, religiosos afirmam que o mal que assombra o país é consequência da recorrente prática de magia negra da população. Apesar do preconceito, a influência do vodu na vida dos haitianos é indiscutível, principalmente na arte, literatura e cultura. Na reprise do Passagem Para..., acompanhe a viagem de Nachbin pelo país.
Nachbin conversa com o escritor Franketienne, um dos poucos nomes de peso da literatura haitiana que optaram por ficar no país mesmo com perseguições políticas e miséria. O vodu é assunto constante na obra do escritor, que acredita que o cotidiano dramático experimentado por cada habitante explica o potencial criativo de seu povo.
Na conversa, Franketienne dá a sua visão sobre a ocupação do Haiti pelas tropas da ONU. Para dialogar com ele, o depoimento do chefe da missão na época, o general brasileiro Santos Cruz. As duas entrevistas foram gravadas em 2007.
Problemas à céu aberto
“Não conheço nenhuma outra realidade que se aproxime tanto do caos absoluto como a haitiana. Porto Príncipe, a charmosa capital entre o mar e as montanhas, parecia uma cidade devastada quando o meu avião se preparava para aterrissar, em fevereiro de 2007”, conta Nachbin, em depoimento em seu blog. “A imensa maioria das casas em condições precaríssimas; a maioria das pessoas sem emprego, tentando vender alguma coisa nas ruas; a maior parte da cidade com esgoto a céu aberto e sem eletricidade; uma infinidade de crianças descalças e com algum tipo de doença; gangues com armas pesadas disputando espaço e influências; um calor arrasador”, complementa.
O episódio do Passagem Para... sobre o Haiti vai ao ar dia 22, às 23h.
Assista abaixo aos vídeos relacionados:
Nachbin conversa com Franketienne